27 de dez de 2015

Dialética Entrevista [Ju Lund]: Autora de Doce Vampira e Alma Vampira

Ju Lund foi a segunda autora com quem o blog Dialética Proposital firmou parceria logo em seus primeiros meses de existência e desde então esta parceria tem se mostrado não apenas vantajosa como também uma alegria, acompanhar as narrativas de Ju Lund é mergulhar em um abismo de prazer e fantasia. Trata-se de uma escritora que escreve com a alma e não se limita ao convencional, indo além, e trazendo a nossa realidade um mundo utópico e fantástico onde o impossível é tangível. Onde as limitações estão no amago do ser humano e o desejo de driblar tais limitações confrontam sua existência.

Conhecer a pessoa por traz da autora me fez ver o quanto há de talento na diminuta pelotense, que seu tamanho esconde uma genialidade imensurável, e portanto, trago para vocês uma entrevista realizada com a mesma, para que todos os leitores do DP conheçam e amem este ser escritor.

"Transformo os melhores sonhos e piores pesadelos em contos e romances." - Ju Lund 

Conhecendo a autora: Ju Lund é escritora de contos, romances, blogueira e gaúcha da cidade de Pelotas. Nascida em 1983, desde jovem escreve poesias, poemas e, na adolescência, muitos textos autobiográficos.
Quase se formou no Magistério, mas desistiu e acabou formada como técnica em Turismo e Hotelaria. Tem um relevante conhecimento na língua espanhola e é graduanda no curso de Artes Visuais em Licenciatura pela Universidade Federal de Pelotas.
Após a insistência do marido, começou a escrever e publicar seus contos online, todos com características para leituras rápidas na web. Neste período entre 2010 a 2013, antes de engravidar, publicou mais de 60 contos inéditos, além dos livros e participações abaixo.

2015-doce-vampira-horz Quer conhecer mais da autora, acesse a resenha aqui.

b5e2a5cdd3422c530556bc24f5e5eae9Dialética: Em seu site, é dito que você é fã de Literatura Fantástica, a algum livro ou autor que influenciaram na sua escrita? Quando você percebeu que tinha o dom necessário para ingressar na literatura?
R: Sim, sou uma fã da fantasia e tenho centenas de livros que adoro e me influenciam, sou a somatória de tudo que leio.
Dom? Não,não... Quem derá fosse um dom, sou apenas uma esforçada escritora.
Dialética: O seu livro Doce Vampira, foi publicado anteriormente pela Editora Ornitorrinco, e agora relançado pela Avec Editora, o que a fez trocar de editora?
R: Doce Vampira foi primeiramente da Editora Ornito, que infelizmente se extinguiu e foi por isso que precisei de uma nova casa.
Dialética: Todos sabemos que você é casada, e para muitos fãs sempre fica aquela perguntinha indiscreta que quase nunca tem coragem de perguntar. O que te levou a escrever um romance queer fantástico? A sua vida reflete na sua obra, ou vice-versa?
R: Sempre recebo essa pergunta achando graça, já que nasce a curiosidade de eu ser gay por ter escrito sobre isso. Mas, nunca ninguém me questionou se sou uma vampira (tb tema do meu livro) ou se sou um ser mítico em geral rsrsrsrs.
O que me leva a abordar um tema queer é o mesmo que me leva a escrever um romance hetero, por exemplo, somente o amor em si.
Dialética: Como é sua rotina para escrever? Você tem horário determinado ou escreve quando surge oportunidade?
R: Atualmente precisei me adequar a minha nova realidade de mãe, isso deixou a rotina de escrita um caos. Fico muito contente quando consigo escrever por 20 minutos, logo que ele dorme a noite. Sempre estou muito cansada e faço por amor,mesmo que crie melhor pela manhã.
Dialética: Está é uma pergunta que costumo fazer sempre aos autores entrevistados, e acredito que ela diz muito sobre o autor e sua obra, por essa razão, torno a repeti-la: As histórias “se escrevem” sozinhas ou o você planeja a trama antes de iniciar a escrita?
R: Não há como você escrever sem planejamento, ao meu ver. É preciso ter, ao menos, uma idéia prévia de trama, estrutura narrativa, planejamento dramático, pontos de virada etc. Se vejo alguém dizendo que só escreve sem isso tudo, bem, não vou colocar fé.
Dialética: Como foi a escolha do enredo da trama, Doce Vampira e Alma Vampira, desde o início pretendia ambientar o livro em um futuro distante?
R: Doce Vampira é atemporal. Não tem datações, é simplesmente contemporâneo ao leitor - mesmo que em um mundo não existente - acontece conforme cada linha é lida e sendo em primeira pessoa, creio que torna mais real essa sensação.
Dialética: Em que/quem você se inspirou para escrever a história? Você criou as protagonistas, Duda e Esther, inspirada em alguém do cotidiano?
R: Todos meus personagens são a soma de tudo que vejo somado ao meu imaginário e por isso não houve um alguém inspirador.
Dialética: E por que um casal gay, não seria mais fácil escrever e vender uma história com um casal heterossexual? Por que você escolheu abordar um tema tão polêmico, como o relacionamento homo afetivo e estendendo-o não somente a aceitação da liberdade sexual, mas a igualdade de gêneros e aceitação de diferenças?
R: Não acredito que seria mais fácil, não no processo criativo. Talvez na conquista de público sim, mas abordei o amor. Só isso. Todo o resto, como vc mesmo falou, foram assuntos que achei relevante e discutíveis. É preciso quebrar tabus, porque temer abordar a liberdade sexual, a igualdade de generos e diferenças? Não podemos nos omitir.
Dialética: A indecisão de Duda no primeiro livro, mostra o quanto a sociedade ainda não está preparada para conviver lado-a-lado com os vampiros, ou melhor com o diferente, um fator de destaque é a visão que Duda tem de Louise, mãe de Esther. Talvez seja presunção dizer isto, mas toda a desconfiança e medo velado, incluída na história, tem um papel maior do que simplesmente criar um enredo a trama, certo? Acredito, que você quis demonstrar como é a nossa sociedade patriarcal e preconceituosa, estou correto?
R: Fico realmente emocionada quando um leitor consegue chegar tão longe, nessas migalhas que soltei ao longo do livro. Sim, quis deixar um espaço maior para reflexão filosófica em si, os medos de Duda na verdade, suas desconfianças e travas, foram uma tentativa de mostrar como normalmente agimos frente ao desconhecido e como temos  uma mentalidade presa a "conceitos pré-estabelecidos".
Como disse na minha resenha sobre Doce Vampira, fiquei indignado com o final, está técnica de supressão pretende continuar?
R: O final ficou exatamente como idealizei, um corte para a continuação que já está disponível em formato digital (o formato físico tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2016!). Não fiz para chatear ou indignar, não! Aguardo todos os comentários possíveis do livro dois, para desenvolver o terceiro e ultimo volume com o Inicio. meio e o FINAL mais do que a gosto de todos vcs! :) 
 

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4 de dez de 2015

Livr #40: Gabriel Medina por Tulio Brandão

Gabriel Medina por Tulio Brandão, é um livro biográfico que narra a trajetória do primeiro brasileiro campeão mundial de surfe, Gabriel Medina. Publicado pelo Selo Primeira Pessoa da Editora Sextante, o livro traz em suas páginas histórias do surfista desde sua origem humilde nas praias de Maresias, São Sebastião a vitória que o consagrou ao mundo em Pipeline no Havaí.
Lançado em julho deste ano o livro é escrito por Tulio Brandão colunista do site especializado em surfe, Waves, de onde diz ter tirado o aprimoramento necessário para chegar a capacidade de ser qualificado para escrever a biografia daquele quem 2014 tornou-se o símbolo da redenção do povo brasileiro, ao reivindicar o título de campeão mundial, e aplanar as dores sofridas no último jogo da nossa Seleção de Futebol na Copa do Mundo do Brasil.
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Embora eu tenha certo preconceito com biografias, está foi uma grata surpresa. Quando recebi o livro da Editora Sextante não estava muito animado com o que encontraria em seu interior, afinal, um livro focado em um rapaz de vinte anos que se tornou campeão mundial em um esporte pouco divulgado e trabalhado no nosso país, não parecia ser o tipo de leitura agradável a que estou acostumado.
Contudo, como já mencionei a leitura deste livro não somente foi agradável como um surpresa em geral.
Túlio Brandão não se prendeu aos estilizados padrões das biografias encontradas nas bibliotecas de escolas e universidades, ele escreveu sim uma obra biográfica, mas a escreveu para os fãs de Medina. De forma sucinta e simplista ele tece ao longo das duzentas e oito páginas do livro a trajetória do garoto pobre que aos onze anos decidiu ser campeão mundial de surfe e que aos vinte, não apenas superou todas as adversidades da vida como se tornou um jovem temente a Deus, milionário, ídolo mundial e galã entre a mulherada. E a forma como Túlio encontrou para fazer isto mostra o quanto seu conhecimento sobre o mundo deste esporte é amplo.

P30-11-15_17.11Ele narra não apenas o trajeto de Medina como surfista, mas também descreve com clareza a origem do rapaz, desde suas origens chilenas por parte materna as origens caiçaras por parte de pai, descreve seu crescimento enquanto menino pobre que tinha que ver a mãe labutar diariamente para colocar alimento sobre a mesa e oferecer educação aos filhos. Mostra o surgimento do anjo Charles, o inicio do treinamento, os desafios enquanto amador, e os altos e baixos do mundo profissional.
Estabelece uma linha clara entre a criação dada pelos pais e a influência da família e de sua fé no esporte que tanto admira. Demonstra o quão humano e integro é o garoto cujo sonho ambicioso era dominar o mundo sobre uma prancha. É definitivamente uma história de superação, determinação, fé, comprometimento e vitória.
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Não é apenas uma biografia de um ídolo teen, ou de uma subcelebridade do esporte que teve seus quinze minutos de fama, é a história de um guerreiro que teve que derrotar seus leões, derrubar gigantes e dominar monstros assassinos. É a exemplificação do sonho brasileiro, onde desistir não é uma opção.
De todo o conteúdo da obra alguns trechos foram mais significativos do que a história que todos já conhecem, do jovem prodígio que dominou ondas gigantes, e são justamente os trechos que poucos se interessariam em ler, mas são estes que demonstram que não se trata apenas de um esportista buscando gloria, dinheiros e mulheres, é a história do menino peralta que se lançou as ondas mesmo sem saber surfar, é a história de uma mãe guerreira que desistiu de tudo para apoiar o sonho do filho, é a história de um homem, que não se limitou apenas em ser o padrasto, mas que buscou enraizar seus laços de carinho e amor por um garoto que antes apenas lhe causou problemas, é a história de superação dos índices brasileiros que apontam um futuro negro aos jovens de baixa renda.
E acima de tudo é a história de um menino apaixonado pelo esporte, que ao lado da família procura sempre se superar, se mostrar acima das expectativas e que sempre mantem Deus em primeiro lugar.
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Sobre o aspecto físico do livro, não a o que reclamar, a editoração fez um trabalho incrível porque o que temos aqui não é apenas uma biografia escrita, mas também fotografada, em todo o decorrer do livro os capítulos são permeados por belas imagens da história de Medina, cada uma exemplificando o que o autor descrevia. Além de tudo, a inúmeras citações de amigos, esportistas, pessoas ligadas ao esporte, citações que apenas enriquecem o trabalho de Brandão.
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 Sobre diagramação, espaçamento, escolha de caracteres, também não o que pontuar negativamente, tudo é adequado a estrutura escolhida proporcionando uma boa leitura e uma confortável sensação de qualidade. Talvez o tamanho do livro que tem 21,00cm de largura tenha prejudicado um pouco a leitura, mas vai um conselho não tente ler deitado mantendo o livro suspenso diante do rosto, os braços vão doer e, é bem provável que cause algum acidente em seu rosto.
Ademais o livro é uma ótima pedida para os amantes do esporte, mas também para aqueles que procuram valorizar nossos talentos, além de se aprofundar na história daquele que nos representa no exterior. Recomendo o livro e lhe atribuo uma nota de 4,5/5,0, mas como não trabalhamos com notas quebradas, lhe dou um 5,0.

5[3] Ps: Gabriel alcançou o sonho de ser campeão mundial, e agora tem um novo sonho, ser tricampeão mundial, ele está perto de alcançar o bicampeonato, quarto colocado no ranking mundial, briga com dois outros brasileiros e o companheiro de equipe Mick Fanning pelo título da última etapa do Circuito Mundial, cuja janela de realização terá início na próxima terça-feira dia 09.12.
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Ao campeão o recado do Dialética é #VaiMedina.


Sobre o Livro
Título: Gabriel Medina
Autor: Tulio Brandão
Preço de Capa: R$ 25,10 até R$ 40,92
ISBN-13: 9788568377055
ISBN-10: 856837705X
Ano: 2015 / Páginas: 208
Idioma: português
Editora: Primeira Pessoa

Sinopse: A trajetória de Gabriel Medina, o primeiro campeão mundial de surfe do Brasil. “Se fiquei surpreso ao ver Medina conquistar o título mundial aos 20 anos? Não. Pela primeira vez desde que o vi surfando com 15 anos, eu não me surpreendi. Essa vitória já era esperada. Foi resultado de muito trabalho e determinação na busca de um sonho, consequência natural de raro talento e enorme paixão.” – Kelly Slater “Pai, eu quero ser campeão mundial.” Tudo o que o menino de Maresias sonhara aos 11 anos, quando o surfe se tornou sua missão de vida, virou realidade com a conquista épica nos tubos de Pipeline, no Havaí, em 2014. Jesus tatuado no braço, Gabriel Medina, aos 20 anos, se transformou no primeiro campeão mundial de surfe do Brasil, um fenômeno num esporte até então dominado por americanos e australianos.
Para superar as adversidades, o caiçara de origem humilde apostou no trabalho duro e no apoio da família. Com o incentivo do padrasto e treinador e a fé inabalável da mãe, foi alçando voos cada vez mais altos.
Destemido como Garrincha, competitivo e obstinado como Ayrton Senna, carismático como Guga, Gabriel Medina forjou um estilo próprio que o converteu numa máquina de vencer. Este livro narra a trajetória do garoto prodígio que destronou velhas lendas do surfe e hoje é ídolo mundial.

Nota no Skoob: 4.4

O Autor: Goofy footer, 42 anos, nascido no Pontão do Leblon. Jornalista-escriba desde 1998, passou pelo Jornal do Brasil e há seis anos trabalha no Globo. Na bagagem de surfista, surftrips para a Indonésia, Peru, Costa Rica e Europa. Na mala do jornalista, dois prêmios Esso com reportagens sobre meio ambiente, um prêmio ASP Latin America, o livro "Gabriel Medina" e muitos outros escritos. Na cabeça dos dois, Surfe Deluxe. Fonte: http://surfedeluxe.blogspot.com.br/
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2 de dez de 2015

Livro #39: Tenshi de Luciane Rangel e Ana Claudia Coelho

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Tenshi – Um Anjo sem Asas, de Luciane Rangel e Ana Claudia Coelho é um livro publicado pela EraEclipse Editora, uma das parceiras do blog, é e foi desde o início da parceria meu objetivo receber este livro para leitura e posterior resenha.
Como fã da cultura japonesa: animes, tokusatsus, mangás, enfim todo o tipo de produção japonesa, não poderia deixar de ter em minhas mãos uma obra literária tão ricamente influenciada nesta cultura cativante. Tenshi é um guia que se desdobra diante do leitor e apresenta não apenas um romance shoujo (estilo de mangás produzidos para meninas), mas, também oferece um conteúdo diversificado sobre o país Japão, sua cultura e costumes. É como vivenciar o estilo de vida japonês.
Em Tenshi, cujo termo significa anjo em japonês, somos apresentados a Umi, uma garota nada comum quando se fala em japoneses, Umi é loira de olhos claros, e definitivamente não é como suas colegas, Umi além de não se parecer com os japoneses, é adotada. E isso a princípio é o tema central da trama, os inconvenientes de ser uma estrangeira (gaijin) vivendo como uma japonesa, ela é odiada e perseguida pelas colegas e muitas vezes se cala humilhada simplesmente para proteger os pais da decepção.
Umi só não é tão triste por três motivos, ou melhor, três pessoas, que além de seus pais fazem sua vida ser menos miserável, as amigas Natsu e Kaori, a primeira uma mestiça japonesa/americana, ruiva e meio descolada e a segunda uma japonesa gótica que não vê sentido na vida, além delas, completa o trio, Shimada-sensei, irmão mais velho de Kaori e professor de ciências das três, Shimanda-sensei é o eterno crush de Umi, e não há diversão melhor para a garota do que admirar sua beleza tipicamente japonesa.
Umi vive uma vida comum, não faz partes dos clubes escolares, não é popular, não tem amigos além de Natsu e Kaori e está sempre viajando ou dormindo em aula. Vítima de bullying certa noite durante um festival após ser humilhada por garotas da escola ela tropeça em um jovem que aparentemente é um chinês de olhos claros, cristão e desmemoriado.
Com o decorrer da trama Umi se torna amiga do garoto desmemoriado, e até lhe dá um nome Aki, e o vê como um anjo que caiu do céu e perdeu a memória. Umi se vê na missão de resgatar os poderes angélicos do garoto e no meio do processo se torna a melhor amiga de Aki, e não apenas isso começa a sentir que algo mais cresce dentro de seu coração.
A trama é repleta de acontecimentos extremos, desde garotas brigando, a perseguições, trocas de tiro, sequestros, fugas, tentativas de estupro, reviravoltas e mudanças que dão ao enredo o ritmo típico nos mangás e animes de ação, onde os protagonistas nunca tem um tempo de calmaria, há apenas a sempre e constante tempestade que bagunça tudo.
E, é lindo a forma como autora e ilustradora conseguiram dar vida a esta trama tão alucinante, sem perder o senso de humor e de temporalidade. Não se trata de uma leitura desvairada e sem nexo, pelo contrário, cada evento é bem amarrado e cria uma expectativa no leitor que o impede de largar o livro antes de termina-lo.
Os personagens em si, são um diferencial que eu adorei em ver em um livro, novamente digo que são característicos aos personagens de mangás e animes shoujo, uns são estabanados e hilários, outros tipicamente deprês e estagnados, outros superficiais e fúteis, mas todos, todos possuem significância para a trama, não aquela nomeação de personagens insignificantes que de nada servem para a trama, todos tem sua importância, e no fundo mostram que vão além das características pelas quais se destaca.
Entre os personagens, não há como deixar de lado a família Shimada, Kaori sofre por um passado triste e assustador e por isso se fecha, se vitimiza e se encolhe em uma bolha de indiferença e solidão. Do outro lado a o irmão Hinoki, um jovem professor que se viu obrigado a ser o único esteio de um família e a cuidar da irmã traumatizada e assumiu essa missão com um sorriso no rosto e a determinação forte em ser tudo o que a irmã precisa.
Outro que adorei conhecer nesta narrativa foi Katsura Yuurei, o jovem bad-boy foi de todos o que mais evoluiu na trama e se mostrou magnifico, foi um encanto ler a cena dele e Kaori na praça tomando sorvete com a irmãzinha de Yuurei.
É claro que os protagonistas são encantadores cada um à sua maneira, mas eu simplesmente amo uma obra que te cativa não apenas pelos protagonistas mas também pelos personagens secundários tão divinamente construídos.
Sobre o trabalho gráfico da EraEclipse não há o que dizer, temos aqui um belo exemplar de competência e criatividade, boa diagramação, espaçamento, escolha de caráteres, margens, ilustrações, tudo escolhido da melhor forma possível e de uma forma encantadora e pratica.
É um livro a qual recomendo, não apenas ao fãs alucinados na cultura japonesa, não apenas as garotas que adoram comédias românticas, mas sim a todos os leitores, a todas as pessoas que gostam de uma boa leitura.

5[3]
Sobre o Livro
Título: Tenshi
Subtítulo: Um anjo sem asas
Autora: Luciane Rangel
Ilustração: Ana Cláudia Coelho
Ano: 2014 / Páginas: 300
Idioma: português
Editora: EraEclipse

Sinopse: Seria ele um anjo?
Que outra explicação teria para aquele garoto surgir do nada em seu caminho, caído, ferido, frágil e desmemoriado, bem na noite de um tradicional festival?
Ao encontrá-lo, a possibilidade de ajudá-lo se torna um escape para Umi, uma adolescente que enfrenta no dia a dia as dificuldades de ser diferente.
E assim ela acaba, sem perceber, se envolvendo em um novo sentimento. Enquanto se esforça para descobrir quem é o misterioso garoto desmemoriado, os acontecimentos inesperados daquele verão também levam Umi a descobrir mais sobre si mesma.

Nota no Skoob: 4,8

Quer saber mais acesse o Blog do Livro aqui.
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1 de dez de 2015

Especial de Música [PLAYLIST]: As Músicas da Minha Vida

 
CapturarOlá meus leitores queridos, como todos sabem o blog completou recentemente um ano de existência, e ainda hoje, tento adapta-lo para o formato que desejo, por isto estou sempre criando novos estilos de postagem, participando de projetos de leitura, clubes do livro e desafios literários, tudo no intuito de gerar conteúdo de qualidade para vocês.
Há alguns dias realizei um desafio para o grupo A Turma do Livro, onde tinha que elaborar uma playlist para o livro O Lago Negro, você pode ler a postagem aqui, e este foi de longe um dos desafios que mais gostei de realizar durante este ano do Dialética.
Foi pensando nisto que resolvi continuar com o lance das playlist. Todo dia primeiro de cada mês, terá uma playlist nova sobre determinado material abordado no blog, pode ser de um livro, filme, série, anime, ou seja, n’s coisas, e para começar este novo especial, nada mais justo do que criar uma playlist para este que vos escreve.
Então, acompanhe agora a Playlist da Minha Vida, são músicas que fazem sim parte da minha vida, são músicas das quais nunca largo. Ao final, deixo algumas músicas que comecei a ouvir recentemente, não possuem, ainda, nenhum significado especial, mas adoro a sonoridade, as letras, os clipes, então escutem e quem sabe elas não passem a fazer parte da playlist da tua vida!


El Canto del Loco – Peter Pan

Justificativa: Amo esta música já a um bom tempo, El Canto Del Loco está na minha vida a anos, e não porque o vocalista tem uma voz perfeita, e sim porque suas músicas tocam na alma. Peter Pan, além de ser o nome do meu personagem literário favorito, fala sobre este medo de crescer, de amar e aceitar que a vida passa. E eu sempre me identifiquei com isto, pois, mesmo quando estava com uma namorada ou trabalhando tinha medo que crescer me tirasse os prazeres que julgava necessários: videogames, animes, seriados, filmes, colecionáveis, (bah um pouco nerd, né?!). Mas, como a música diz, se Peter não se for, se não crescer, a solidão vai tomar conta, vou ser o eterno Peter Pan sozinho na Terra do Nunca. A vida tem suas fases, e cada uma delas é maravilhosa e única, cabe a nós aproveita-las profundamente.

Kari Kimmel – Where you belong
 
Justificativa: Bom a linda e loira Kari entrou na minha vida enquanto vasculhava o youtube, foi uma grata surpresa ouvir está música. Onde Você Pertence, tornou-se tema da série de drama The Fosters do canal ABC Family, e casou bem com o tema da série, famílias adotivas. Esta música me toca muito, justamente por falar que não é de onde viemos que importa, e sim a onde você pertence, não sou órfão, mas entendo que está música vai além destes laços propostos pela série, é fácil julgar uma pessoa pela origem, seja humilde, seja conturbada ou mesmo privilegiada, mas não são os julgamentos que moldam caráter, qualidades, é o amor e o carinho daqueles que te acolhem que te aceitam, que tornam qualquer lugar o seu lugar.

Foster the People – Pumped Up Kicks
 
Justificativa: Bom, a justificativa do meu fascínio por esta música não é lá muito bonita, primeiro porque sim, eu um dia quis ser o Robert, personagem desta música, cresci em um lugar repleto de crianças e adolescentes hipócritas, fui vítima de bullying, principalmente pelos mais abastados, e sim cheguei a cogitar nos meus tenros treze anos em pôr um fim aqueles problemas de maneira violenta. Por sorte, e agradeço a Deus por isto, nunca tive coragem para tal, e hoje estas recordações não me fazem mal, pelo contrário, acho que tudo que passei serviu para moldar quem sou hoje, como disse Kari Kimmel na música anterior, é o lugar a que você pertence que molda seu caráter, e o meu lugar nunca foi aquele onde morei, e hoje recordo daquelas crianças como um enxame abelhas que um dia tentaram me ferroar, alguns até acertaram, mas além da dor passageira, nenhuma ferida maior foram capazes de deixar.

Katy Perry – firework
 
Justificativa: Quer música que justifique mais a minha transformação do que Firework? Esta música me descreve, e embora eu deteste a Katy, eu amo esta música, poderia colocar outros cantores interpretando-a, mas foi a Katy que a apresentou a mim, então nada mais digno de que coloca-la aqui. Firework é sobre isto se sentir pra baixo, um nada, mas encontrar aquela faísca, aquela chaminha fraca que é capaz de explodir tudo, transformar tudo. Todos temos esta faísca, é só preciso deixar suas cores explodirem. Porque você é original, insubstituível e não importa o que eles dizem, levante abra a porta estoure os fogos de artificio.

Carly Rae Jepsen – Call My Maybe
 
Justificativa: Está música é bem diferente das justificativas filosóficas das anteriores, Me Ligue Talvez, é para mim a representação daqueles amores adolescentes, os meus foram dois os mais importantes, Carla e Samirah, amei em segredo e esperei a ligação, se bem que naquela época não tinha telefone em casa, mas nunca recebi nada além da costumeira relação de colegas de classe. E, toda vez que ouça está música lembro que esperar o telefonema nunca é a solução, é preciso ir atrás, lutar. E também diz, quem é louco o bastante para não amar esta música.

Jessie J – flashlight
 
Justificativa: Bem, está música foi elencada aqui, por um único motivo, ela é bonitinha! Adoro ficar cantando ela em português, vai troca no ritmo da música o refrão: 'Cause you're my flashlight/ My flashlight/ You're my flashlight, por Porque você é minha lanterna/ É minha lanterna/ Você é minha lanterna. Vai diz que isto não é engraçado? Afinal, quem quer ser a lanterna de alguém? Luz, estrela, brilho até vai, mais ser a lanterna?!

Playlist de Dezembro
 
 
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